RODAVIVA – uma ação antropológica

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Quando decidimos transformar o RODAVIVA, de um grupo de grávidas para um Instituto de Psicologia que congregasse todas as nossas práticas profissionais num único lugar, estávamos cientes da qualidade deste passo. Esta transformação do RODAVIVA é também nossa, e por isso mantivemos este nome porque ele veio de uma história exitosa de contato com o que de mais intenso pôde ser expresso da experiência das mulheres e dos casais de gerarem uma vida nova. Portanto, casava perfeitamente com a nossa metamorfose, já que este nome simboliza o que de mais fecundo possa existir em uma transição.

Esta transição é da clausura de uma sala de consultório para a expansão que as estradas brasileiras nos permitam percorrer. É o desejo de viver uma aventura profissional de arquitetos de diálogos em todo o território nacional. É a vida pulsando em nós, que somos antropólogos na alma e psicólogos na identidade profissional. Queremos conhecer o nosso país, e não somente as grandes capitais. Queremos escutar o sofrimento e a resiliência de gentes que não têm a oportunidade tão frequente de pertencer a espaços que sejam facilitados por um psicólogo. Queremos visitar casas recolhidas nos grotões, conversar em praças ou salões paroquiais, aproveitar espaços em escolas, empresas ou ONG’s para fazer do nosso ofício uma realidade que nos reconstrua também como seres humanos.

Queremos aprender o que é, de fato, a alma brasileira. Sabendo que ela não é singular, sobretudo.

E que cada um dos sabores, todas as cores, quaisquer palavras possíveis de serem ditas, estejam à espera de um convite para estarmos juntos, partilharmos histórias, experiências, dúvidas e silêncios. Não somos sabedores de nenhuma verdade. Apenas queremos conversar. Sobre o que gostamos de falar – de coisas que fazem da gente mais gente. Que humanizam o pedaço que deixamos desumanizar. Que reverberam em nossos corações como uma música que nos leva a sorrir, a ter mais esperança e menos angústia.

E que tenhamos o merecimento de sonhar com estes espaços de diálogo, e que possamos encontrar em nosso caminho as pessoas que nos ajudem a fomentar este sonho de estar em muito mais do que quatro cantos. Já que o que se esconde por trás das matas, da seca, do cerrado, das montanhas ou até das areias da praia é muita história. E gente precisando contá-las, entregá-las num espaço respeitoso de acolhimento, que dignifique ainda mais a capacidade que todos temos de viver com o que temos, com o que somos e com o que almejamos ser. Porque o Brasil é um lugar que precisa construir muitas rodas de conversa, que sejam o espaço produtivo para o encontro com a doçura, com a empatia, com a beleza e com o mais que humano em nós.

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